Há 25 anos, o dia começava como tantos outros. Em Portugal, Jorge Sampaio era o Presidente da República. A liderar o Governo estava António Guterres.
Ainda na retina estavam o êxito e a projeção alcançadas por Portugal com a Expo’ 98 realizada em Lisboa.
Por todos os concelhos, as peças políticas começavam a mover-se. Era ano de eleições autárquicas e já se sabia a data: 16 de dezembro.
Os relógios portugueses marcavam 13h46 quando em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, cinco horas mais cedo, um avião embatia contra uma das torres do World Trade Center.
As televisões entraram imediatamente em direto. Aquilo que de início se pensava tratar-se apenas de um incêndio, confirmou-se que foi mesmo um avião. “Trágico acidente”, noticiavam várias estações.
Se a tragédia era suficiente, o impensável aconteceu a seguir.
Às 14h03 portuguesas (9h03 em Nova Iorque) um outro avião colide com a segunda torre. E aí deixaram de existir dúvidas. Tratava-se realmente de um ataque terrorista.
Às 14h37 (9h37 em Nova Iorque) um outro avião colidiu contra o Pentágono. Cerca de um quarto de hora depois, na Pensilvânia, outro avião é derrubado deliberadamente por terroristas.
Pessoas desesperadas no topo das torres a pedir socorro e muitas, sem esperança, a lançar-se no vazio. As imagens, em direto, deixavam o mundo perplexo… como se o tempo tivesse estagnado ali.
As torres caíram. O terror, os gritos e o choro tomaram conta da cidade e de todos os Estados Unidos da América que levariam vários anos a recuperar o local onde aconteceu a enorme tragédia.
Não tardou até que fossem conhecidos os autores: a organização fundamentalista islâmica al-Qaeda.
Quase três mil pessoas morreram durante estes ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões.
A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países.
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